A primeira vez que eu trabalhei num feriado foi só o começo de uma era que só teve começo mesmo. De lá pra cá eu senti milhões de coisas sempre que chegava a folga que eu nunca tinha. Houve dias em que me irritei, que desejei o mal, que enrolei, que fiz coisa pra dedéu, que chorei, que vomitei, que fui com resto de rímel perto do queixo. Mas, como eu tava ali e por lá ficaria por horas, sempre (sempre!) reparava no espírito dos que ali estavam para cumprir seus horários. Inevitavelmente me questionava: Porque diabos em dias de feriado que se trabalha normalmente, o povo adora achar que está no seu lazer e de repente foi chamado pra acudir uma empresa? Sempre tinha um de havaianas, bermudinha, roupa estampada (!) ou boné. Aí no outro dia, como se ninguém tivesse percebido, volta ao traje rotineiro. Faz uns 8 minutos que ouvi um grupo tramando de boicotar os bons costumes (uau!) amanhã, no feriado, e quase em tom de piquete, bradaram no tom que lhes é permitido, que trabalharão todos de camisa de time de futebol e bermuda. Tão boa a sensação de folgar.
#sitck 26 – passeio escritório
Julho 8, 2009 by acidstickers#stick 25 – porquinho
Julho 3, 2009 by acidstickersSaca ter que cuidar do neném dos outros, lavar prato ou servir drink em NY ou Londres porque é divertido morar lá? Então.

um dia eu também vou falar de dinheiro assim
#sitck 24 – pingos de amor
Julho 2, 2009 by acidstickersAs porqueiras que andam subindo e voltando na chuva alimentam assustadoramente a bestialidade humana, sério. Fechou o tempo e pronto: população fica frenética, 5 horas atrasada, faminta, impaciente e feroz — tudo isso diretamente proporcional ao tamanho do carro que se dirige. Precisei de duas aberturas de semáforo pra atravessar um total de 4 pistas, que somadas ao canteiro central, me roubam cerca de 5 segundos diários pra cruzar em dias normais (oi?), tudo graças a um Corolla pomposo e corpulento dirigido por um Búfalo de uns 70 anos parado, claro, na faixa de pedestres, enquanto carros na frente e atrás se movimentavam num descontrolado cio, que sob qualquer vestígio de sinal amarelo, se desespera como se aquilo fosse um portal de salvação, e foda-se se eu e meia calçada não tem carro, a gente que espere uma brecha, e se dê por satisfeito.
#stick 23 – michael
Junho 26, 2009 by acidstickersPassado o momento que a adrenalina foi despejada na minha corrente sanguínea sem eu pedir, sequer sem querer que o fosse, percebo que todas as sensações que eu viesse a ter hoje, ganhariam qualquer competição do clichê da morte. Quaisquer opiniões seriam o ápce do senso comum. Sinto com verdade uma tristeza distante, que me inclui com sinceridade. Morrer nunca foi o meu forte, mas cada vez mais essa condição se confirma, mais eu me envolvo e mais eu sinto saudades presentes.
#sitck 22 – todos estão surdos
Junho 25, 2009 by acidstickersDiscussões que estragariam meu final de semana: O diploma de jornalismo, A Lei antifumo, Um Deus que a pessoa internaliza de maneira particular, A parada cardíaca do Michael Jackson, novamente seguida do comentário: “Não adianta ter dinheiro” (baseado em fatos reais), O número de corpos do vôo da air france encontrados. Além, da dobradinha Xuxa e Ivete Sangalo.
#stick 21 – “o silêncio foi a 1ª coisa que existiu”
Junho 24, 2009 by acidstickersAndo inquieta demais e com uma pressa monstro. Cada vez mais objetiva, apesar de prolixa e contraditória. Hãm? Quanto mais elétrica, mais eu fico ansiosa e menos eu me disponho à discurso enrolão e linear que eu mesma posso fantasiar. Obrigada! Quanto mais eu mergulho no universo da lógica do papo do café de firma, mais eu faço equivalências referentes ao que diabos eu tenho feito de relevante nos últimos tempos (será que aquela fala ainda vai ser minha? oh, céus). Isso tudo libera toxinas que fazem meus lábios descascarem, meus trapézios enrijecerem e minhas pernas balançarem. Objetiva, prolixa, contraditória.
#stick 20 – De + o
Junho 3, 2009 by acidstickersA disciplina revira os teretetetês da Indústria Fonográfica Brasileira, é ótima, eu adoro e sou feliz por estudá-la, mesmo ainda não tendo encontrado aplicação objetiva, prática, tudo bem: rentável, para ela. Mas, tem uma questão (antiga, por sinal) que sempre me chamou atenção; não tem uma terça sequer, que não role uma associação, por mais irrelevante que seja a razão do assunto, entre Gil, Gal, Caetano, Bethânia e Chico, concordando algum dos nomes da trupe com a preposição de. É tipo um embotamento, uma LER, do imaginário da legitimação da música brasileira. Realmente, me intriga. Experimente se referir a eles usando do ou da. Uma espécie de um remorso reinará absoluto.
#stick 19 – I do
Maio 28, 2009 by acidstickersGosto, e de muita coisa. Tipo, testar novas maneiras de respirar, desde que aprendi e ví que funciona, nunca mais quis saber de outra coisa. Mas, não é muito. Eu só gosto. E é assim que eu funciono, longe de ser morna ou de tom pastel, sério, não sou. Só não consigo gostar de nada exageradamente, tampouco faço questão de me adiantar em gostar das coisas mais do que no level two. A propósito, tem umas que eu adoraria que as pessoas gostassem menos, tipo o Chico Buarque e Coca Cola.
#sitck 18 – bola sem dono
Abril 29, 2009 by acidstickersHoje lí o aperitivo de um teste, que na íntegra só rola se comprar o livro, pra saber se você é tímido ou extrovertido. Ok, não só lí, mas também fiz o teste e o resultado não me surpreendeu: fiquei com metade do total das características que representa cada uma das duas condições. Aí, dentre várias reflexões que esse teste ridículo me permitiu, uma que me persegue (e não é de hoje!) é com relação aos momentos de trocas num grupo — adoro perceber a competição humana. Em rodas específicas, que dialogam na minha mais íntima abstração, eu tenho certa obsessão no intenso redundante e no previsível. Isoladamente, o Efusivo, um previsível fragilzinho, sempre se orgulha da personalidade forte, que de tão forte faz questão de insistir em discussões, que chegada uma certa idade, podem ser substituídas por uma música mental, um rangir de dentes pra ouvir a mandíbula estalar ou regras de 3 simples. Já o Sem Graça, durante uma polêmica sobre os sintomas da gripe suína serem os mesmos da dengue, acredita ser interessante vomitar suas manhas pra ser assim, tão obrigatoriamente muderninho, com um puta papo chato que verbaliza o passo a passo de como ser um descolado.
#stick 17 – am
Março 25, 2009 by acidstickersSob berros do locutor, mantra da confiança, oração de São José — tudo ao mesmo tempo — embalado pelo Queen e a revigorante canção do Campeão, o segundo programa de peso da manhã começa pontualmente às 9. Passados 48 minutos, as únicas relevâncias foram uma série de xingamentos (pertinentes) à alguns canais de TV por assinatura, além da locução perplexa ao noticiar o lançamento de um livro do Gustavo Borges ”sem letra” (é um livro de ilustração [!]). No mais, desde as 6 — horário do 1º programa com duas horas de duração — a programação leva ao ar uma seleção incrível de serviços de utilidade físico-mental: Óculos Yoga (terapêutico); Unha de Gato, planta medicinal que previne “inclusive tersol”; Máscara facial “que estica a pele”; Preparado à base de Gincobiloba que “traz de brinde Castanha da Índia, que previne hemorróidas, além de uma correntinha de prata verdadeira”; Balas Faffia que “extermina a bronquite” e o ”eficiente que tira todas as dores do corpo” Creme São Luís. É só ligar pra Rádio e pedir.