Los Porongas tinha tudo pra ser uma banda chata de letra cabeçuda, rapazes sérios e preocupados demais com acordes, tons e harmonias. Mas eles conseguiram não ser brilhantes o suficiente pra fazer de todos esses atributos a condição de serem a tal banda proposta. Ví dois shows, um trabalhando e outro curtindo uma quinta feira à noite. No intervalo de um pro outro sequer ouvi uma música deles, o que não fez a menor diferença. O barato está em perceber como é legal ir prum show em que você não se surpreende com melodias, que naturalmente são reconhecidas em tantas outras coisas que você e meio mundo escutam ou escutaram em alguma circunstância, quase que numa experiência coletiva de ouvir coisas que parecem até corriqueiras, e você nem ao menos sente falta de nada que qualquer público enjoado adoraria. Letras sinceras, bateria, baixo, guitarra e encerramento ao som de Come Together. Los Porongas é legal.
Posts de Fevereiro, 2009
#sitck 16 – canja de galinha
Fevereiro 13, 2009#stick 15 – xá lá lá, tchubaruba
Fevereiro 12, 2009Se rolasse lucro com Ecad sobre execução de música grudenta de Karaokê, o Ritchie (lembra? o grindo do Circo Voador) certamente teria faturado uma grana com a Menina Veneno, o que seria justo com ele e com a gente. Mas, não. Isso não acontece, aí qual a leitura que ele faz? Que ele é puro sucesso vintage, claro, e então resolve retribuir relançando o tal do Vôo do Coração, pra nos infernizar pela 3ª vez com a Menina Veneno, que já foi new wave, sertanejo e que agora vem toda cheia do espírito brit rock casual, de olhinhos cerrados e franja. Tudo em comemoração (!) aos 25 anos de carreira do LP. Antes que chegue à banca do camelô, só mais um alerta: o pacote é completo, a celebração vai do Cd pro Dvd ao vivo antes que você perceba que o verão chegou.
#sitck 14 – pilantragem
Fevereiro 10, 2009A agência nem tinha cara banco, o que é até gostoso, não fossem aqueles detalhes amarelos cheios de segundas intenções. A fila eram cadeiras acolchoadas no melhor estilo sala de espera. No alto do vão de acesso aos caixas uma plaquinha indicando as condições de clientes preferenciais, um deles era o clássico mulher com criança de colo. Justo. Até chegar uma gostosa de calça justa e plataforma de cortiça, com o filho de 5 anos, que aguardava por ela brincando tranquilamente, com folder, formulários e canetas pelo local na companhia do suposto pai. A minha pressa não necessariamente era maior que a da bonitona fura fila de uma figa, mas a cara de pau dela de passar na frente de todos sob a justificativa de estar ali portando uma criança, superou qualquer expressão de impotência do rapaz de listras que ficou puto quando alertei que depois do senhor de laranja era eu e não ele.
#sitck 13 – quem?
Fevereiro 6, 2009Um despropósito a Folha tascar uma manchete dessa: josy manda recado para pai e diz que não vai se casar com ton.
#stick 12 – lançamento é mais caro
Fevereiro 5, 2009Ontem tinha vídeo dos beatles sobrando em leilão na Inglaterra. Aí eu me pergunto: o estímulo para não comprarem teria sido o módico investimento de 12 mil elegantes libras? ou seria o custo benefício para o fã? era um vídeo inédito de 2 minutos (uau!) que de quebra ainda vinha com os direitos autorais (gênios!). Aí eu sugestiono: o sortudo que botasse as mãos nessa valiosa e rara recordação, correria para o seu ultra moderno macbook, ansioso pelo upload do vídeo que ele enviaria para seus melhores amigos, que assim como ele, subiriam para o youtube de sua preferência. E o mais bacana é que isso seria tão breve quanto os 2 golden minutos picaretas leiloados. Aí pronto, dever cumprido: a relíquia já estaria misturada aos outros 14.857 vídeos dos beatles – todos inéditos, claro.
#sitck 11 – in cigano igor we trust
Fevereiro 4, 2009Sério. Passar a acompanhar A Favorita quando a Flora surta e começa a assombrar a vida da Clauida Raia, que numa espécie de Deja vu, nos fez reviver os dias de Seu Tonhão na prisão, porém, dessa vez com um certo rubor, sabe lá Deus porque, no rosto, dá pano pra manga para nos tornarmos reféns do folhetim, e ainda, passar a detestar as intervenções da Gloria Menezes, que naturalmente seria do bem, e começar a torcer, por exemplo, pelo Silveirinha, o maquiavélico mordomo traidor. Mas daí a ter que engolir Juliana Paes (!) e Marcio Garcia (!!) como par romântico indiano e, ainda, se convencer disso, honestamente não rola. A sensação que eu tenho é que a popozuda, amiga da Debora Secco (Te adoro, amiga!), encenando ou dando entrevista pra alguma Ana Maria Braga, tá num constante treino pro elenco de mini série de Natal dirigida pelo Marcos Paulo. E o Garcia, bem, o Garcia virou um tipo de garoto de 15 anos, que cresceu mais que todos da turma, antes do tempo, meio envergonhado com o corpanzil, mas que ainda assim, de tanto a mãe dizer que temos-que-ser-nós-mesmos, ele internalizou o mantra, mas também ainda tá passando o texto. Engolir vocês dois só se for no esquema praia, gente bonita, dono de barraca que mora em casa bacana e estilosa, e o clássico irmã má querendo roubar o broto da irmã boa.