Se nada mais der certo viro saudosista e vivo disso nas minhas mais sigilosas entranhas.
Posts de Julho, 2009
#stick 27 – sinestésicos neurônios
Julho 30, 2009#sitck 26 – passeio escritório
Julho 8, 2009A primeira vez que eu trabalhei num feriado foi só o começo de uma era que só teve começo mesmo. De lá pra cá eu senti milhões de coisas sempre que chegava a folga que eu nunca tinha. Houve dias em que me irritei, que desejei o mal, que enrolei, que fiz coisa pra dedéu, que chorei, que vomitei, que fui com resto de rímel perto do queixo. Mas, como eu tava ali e por lá ficaria por horas, sempre (sempre!) reparava no espírito dos que ali estavam para cumprir seus horários. Inevitavelmente me questionava: Porque diabos em dias de feriado que se trabalha normalmente, o povo adora achar que está no seu lazer e de repente foi chamado pra acudir uma empresa? Sempre tinha um de havaianas, bermudinha, roupa estampada (!) ou boné. Aí no outro dia, como se ninguém tivesse percebido, volta ao traje rotineiro. Faz uns 8 minutos que ouvi um grupo tramando de boicotar os bons costumes (uau!) amanhã, no feriado, e quase em tom de piquete, bradaram no tom que lhes é permitido, que trabalharão todos de camisa de time de futebol e bermuda. Tão boa a sensação de folgar.
#stick 25 – porquinho
Julho 3, 2009Saca ter que cuidar do neném dos outros, lavar prato ou servir drink em NY ou Londres porque é divertido morar lá? Então.

um dia eu também vou falar de dinheiro assim
#sitck 24 – pingos de amor
Julho 2, 2009As porqueiras que andam subindo e voltando na chuva alimentam assustadoramente a bestialidade humana, sério. Fechou o tempo e pronto: população fica frenética, 5 horas atrasada, faminta, impaciente e feroz — tudo isso diretamente proporcional ao tamanho do carro que se dirige. Precisei de duas aberturas de semáforo pra atravessar um total de 4 pistas, que somadas ao canteiro central, me roubam cerca de 5 segundos diários pra cruzar em dias normais (oi?), tudo graças a um Corolla pomposo e corpulento dirigido por um Búfalo de uns 70 anos parado, claro, na faixa de pedestres, enquanto carros na frente e atrás se movimentavam num descontrolado cio, que sob qualquer vestígio de sinal amarelo, se desespera como se aquilo fosse um portal de salvação, e foda-se se eu e meia calçada não tem carro, a gente que espere uma brecha, e se dê por satisfeito.